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Conversando com a
platéia Jornal do Brasil nº 127; pg 2; 4 de agosto de 1978 Flávio R. Tambellini Jeca e
Seu Filho Preto,
Seria muito simples considerar Jeca e Seu Filho Preto um filme ruim. Ele realmente não preenche determinados padrões que o consenso considera bom. Contudo, gostaria de manifestar publicamente minha impotência em lidar com verdades absolutas. Assisti o filme, sem olhar para o relógio de cinco em cinco minutos, o que me acontece freqüentemente quando certos embustes culturais são projetados na tela. A história do filme é exatamente a da sinopse. Jeca é alvo de curiosidades por ter um filho preto e outro branco, e o namoro do primeiro com a filha, do fazendeiro, seu patrão, faz com que sua família seja vítima de perseguições. A produção é caprichada e a direção inexistente, pois o importante no filme é a presença de Mazzaropi. Enfim, que me perdoe a intelligentzia, mas depois de ter me divertido com o humor sofisticado e dinâmico de Gene Wilder e de Marty Feldman em O Maior Amante do Mundo e A Mais Louca de Todas as Aventuras de Beau Geste chegou a vez do mesmo acontecer com o desengonçado o caipira Mazzaropi. |