A
CarrocinhaFonte principal: Cinemateca Brasileira 1º rolo: Cartela - "Respeitável público: vamos contar uma história simples que poderia ter acontecido.Contudo, qualquer semelhança entre seus cães e homens com personagens reais será mera coincidência. Começa num domingo, depois que o Sr. Prefeito da pacífica Sapiranga teve uma idéia maquiavélica...". O prefeito, Sr. Juca Miranda, cansado das paparicações da esposa a favor de sua cadelinha de estimação, tem uma brilhante idéia, logo ao levantar-se, que de imediato divulga em praça pública, sob intensa ovação popular, ao lado do padre e políticos locais (letreiros de apresentação sobrepostos): uma carrocinha de cachorros para servir à municipalidade. Jacinto, o encarregado do serviço, coloca em marcha o veículo, acompanhado de afinada banda musical. O serviço começa de vento em popa: um cachorro vadio na praça pública é recolhido por Jacinto que, emocionado, cai de amores pelo animal a quem leva para sua humilde casa sob o desagrado da mãe viúva, Dona Clotilde, e o entusiasmo do irmão pequeno. (277 m) 2º rolo: Acompanhado do
irmão, reinicia o trabalho. O dono do boteco reclama que
um cachorro 3º rolo: O prefeito, aproveitando a passagem de Jacinto por seu escritório, força-o sutilmente a capturar a cadelinha de sua esposa. Jacinto e o irmão a perseguem pelo campo e por um rochedo, terminando por laçar uma onça de quem conseguem escapar. A mulher do prefeito chora pela fuga enquanto o marido a consola. Sob o seu desagrado, contudo, o caipira devolve a cadelinha sã e salva. Chamado ao escritório, Jacinto recebe admoestações do prefeito sobre a sua ineficácia. A mulher do prefeito passeia a charrete com um compadre. Jacinto, na rua, não sabe o que fazer: captura ou não captura os cachorros. O prefeito dá novas ordens: levar uma turma da escola para a festa da água (?). Procurando o passarinho da professora que escapava da gaiola em meio do caminho, Jacinto encontra Ermelinda, a Linda, que canta ao lado de seu cachorro. (225 m) 4º rolo: Salvador Pereira, o pai da moça, a qual cativa Jacinto logo de cara, presenteia-o com um passarinho de sua coleção. A carrocinha, com o passar do tempo, perde sua função e vira transportadora de móveis, porcos e bugigangas. Transportando uma imagem de Santo Antonio, conforme pedido do padre, a carrocinha atola numa estrada enlameada pela tempestade. Jacinto pede auxílio no sítio de "Seu" Salvador que, prestimoso, o acolhe em sua sala. Tímidos ambos, Jacinto e Linda flertam-se quase involuntariamente. Salvador interrompe o idílio chamando Jacinto para desatolar a camionete. (226 m) 5º rolo: No empurra-empurra, Jacinto declara seu amor a Linda. Ao final da missa de domingo, "Seu" Lisboa puxa conversa que se estende à casa de Jacinto que é nomeado "chefe da torcida" do clube futebolístico local. A emoção é constrangedora e um brinde comemora a alta designação. A torcida do clube Brioso, comandada por Jacinto, incentiva a partida fazendo com que o time vença sem dificuldades. À noite, na sede do clube, comemorando a vitória, Jacinto canta ("Cai sereno") enquanto os casais dançam. No dia seguinte, seguindo sugestão da mãe, Jacinto resolve pedir Linda em casamento. Contentíssima, ela chama o pai que está no quintal da casa. (254 m) 6º rolo: Meio sem jeito, Jacinto pede a moça em casamento. O pai não entende bem a proposta, persegue o pretendente com tiros de espingarda, mas uma conversa franca, de volta à sala, resolve a situação e estipula as despesas de casamento. Jacinto entrega para a mulher do prefeito a cadelinha que fora dar à luz na fazenda do compadre. O prefeito, irritado como aumento da família canina, recusa um pedido de aumento de salário pleiteado por Jacinto que, a contragosto, aceita uma proposta: voltar a laçar cachorros recebendo comissão. Assim faz, aprisionando um bando deles em um depósito da prefeitura. (270 m) 7º rolo: O prefeito, contudo, vai além em sua proposta: Jacinto só receberá a comissão se matar os cachorros. Ele, porém, está malquisto na cidade: o barbeiro tosa os cabelos do irmão e os alunos da escola apedrejam a carrocinha, a esta altura já acompanhada de um guarda. O irmão e a mãe protestam mas Jacinto alega que precisa do dinheiro para o casamento. Na Câmara Municipal, o vereador Lisboa polemiza com o prefeito que decide, então, mostrar aos moradores revoltados as dependências do depósito e o magnífico tratamento, forjado para a ocasião, prestado aos cães. Finda a visita, o prefeito encarrega Jacinto do extermínio dos cães. Jacinto hesita que hesita e toma a decisão, à beira do rio, de levar todos os cachorros para o sítio de "Seu" Salvador. Linda fica exultante com os "presentes" (237 m) 8º rolo: Salvador, que
não aprecia muito estes animais, acaba concordando com a
vontade da filha, enquanto mói cana numa moenda. Com o 9º rolo: Jacinto encontra Linda chorosa e Salvador em pé de guerra. Com uma certa dificuldade, a situação se resolve pois o pai torna a aceitar a idéia de casamento. Linda, vestida de noiva, sobe na garupa do cavalo e parte, com o pai, para a cidade. A torcida do Brioso se dirige para o campo enquanto a mãe de Jacinto briga com o filho pequeno por conta dos doces da festa. No campo de futebol, sem o cachorro mascote (que o caipira jogara na carrocinha de Jacinto na noite anterior), o time do Brioso perde feio. Três ações se alternam: a mãe de Jacinto encontra a noiva na entrada da cidade, a ausência do mascote aflige a torcida e os cães deixados por Jacinto fogem do sítio em direção à cidade. (219 m) 10º rolo: A torcida, irritada, resolve tirar satisfações com Jacinto sobre a "morte" do mascote. Na igreja entra a noiva e na cidade entram os cachorros. Na praça, a torcida furiosa destrói a carrocinha. Jacinto é retirado à força da igreja. Ele tenta explicar e termina salvo pelo bando de cachorros que finalmente chega na praça para a satisfação dos moradores. O prefeito protesta contra Jacinto mas, devido à multidão ao seu redor, resolve presenteá-lo com as comissões prometidas. Linda e Jacinto recebem os cumprimentos na porta da igreja enquanto, tristonho, o caipira percebe que, sem a carrocinha não poderá aceitar o cargo de laçador que o prefeito lhe oferecera. (177 m) |
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