Nadando em
Dinheiro
Fonte
principal: Cinemateca Brasileira
1º rolo:
(Estádio do Pacaembu, SP). Um acidente de trânsito
entre o caminhão de Isidoro Colepícola e o carro de um
advogado (?) torna-se providencial. Com a ajuda de um
guarda de trânsito, Isidoro é forçado a acompanhar o
advogado, deixando Coronel, seu cachorro de estimação,
de guarda ao caminhão. Na magnífica mansão do cliente
do advogado, o nome de Isidoro provoca inúmeras
reações, de respeito ou de susto, na criadagem da casa.
Em presença de um senhor idoso e moribundo, Isidoro
descobre, através de uma marca nas costas, ser seu neto
e, portanto, herdeiro de uma grande fortuna. O avô
morre. Isidoro recebe os pêsames formais em um suntuoso
velório ao qual comparecem inúmeras autoridades. No
"Banco de Incremento Comercial", o gerente
acolhe com formalidade e atenção a figura
"caipira" de Isidoro que exige a troca imediata
em dinheiro do cheque correspondente à herança
recebida. O gerente tenta persuadí-lo sobre o depósito
do cheque mas, devido a insistência de Isidoro consente
na liberação de vários pacotes com cédulas
monetárias. Com paciência, Isidoro
conta o conteúdo de cada pacote que se transforma,
depois de uma súbita ventania, numa montanha de
dinheiro. Com a ajuda de batedores da polícia, Isidoro
leva em dois sacos, no interior de seu velho caminhão, a
quantia recebida. Uma banda de música e uma multidão de
vizinhos o acolhe festivamente na vila suburbana. Uma
festa, com chope, champanha e salgados, cerca as
festividades nas quais repórteres entrevistam o novo
milionário. Ao final da festa, os vizinhos carregam uma
"boquinha" dos pacotes de dinheiro. Passa-se o
tempo. A porta da nova casa de Isidoro exibe várias
campainhas conforme as suas utilidades:
"cobradores", "fornecedores",
"analfabetos", "crianças". (299 m)
2º rolo: Isidoro habita,
agora, na magnífica mansão de seu avô. A empregada
coquete o serve em um lauto "breakfast" no qual
Isidoro se atrapalha com as "grãfinices": ovo quente à
moda inglesa, revistas estrangeiras... O dia-a-dia é
mais cansativo: seu secretário Eufrásio lhe arruma
muitos compromissos financeiros, sua esposa Maria cobra
uma maior mesada e pouco tempo lhe sobra para diversão.
Maria recebe, no jardim, suas antigas vizinhas, enquanto
Isidoro visita seu cachorro, cuja casinha requintada
parece incomodá-lo, e a seguir seu velho caminhão, ora
mantido por uma equipe de mecânicos. O quarto abarrotado
de brinquedos enfastia a filha de Isidoro que, neste
ínterim, prepara o seu matinal banho com cédulas e
moedas. Espiado pela turma de empregados, na qual se
inclui seu secretário, Isidoro literalmente nada no
dinheiro. À tarde, recebe um jornalista inescrupuloso a
quem bota para fora, um pintor moderno que lhe desagrada
ao compor um quadro abstrato tendo como tema o seu
caminhão, e um inventor que lhe traz um robô de lata
que, obedecendo a um controle eletrônico, serve de
vigilante contra ladrões. A empregada coquete,
assustada, é usada como cobaia do invento. Entusiasmado,
Isidoro encomenda dois robôs. À noite, uma luxuosa
recepção anima a casa de Isidoro que, olhando por
umaparelho de TV (espécie de circuito interno) também
herdado do avô, controla as maledicências proferidas
contra ele por seus riquíssimos convidados. Maria, sem
nenhum requinte, introduz os convidados na sala de jantar
na qual todos passam a agir como autômatos. Isidoro
retira uma melodia dos copos de cristal com o auxílio
dos talheres e, para se vingar dos comentários maldosos,
serve vinho da pior qualidade. Na sobremesa, luta com uma
teimosa manga que foge de seu prato para debaixo da mesa
onde Isidoro termina por bolinar nas pernas das mulheres,
provocando um grande escândalo. (337 m )
3º rolo:
Para se consolar, compra uma dúzia de mangas de um
vendedor ambulante e as distribui para amigos humildes
que estão reunidos em um boteco. A noite é regada com
vinho de garrafão. Os amigos cantam uma canção sobre a
saudade e Isidoro parece redescobrir as qualidades de uma
vida simples. Os dois robôs de Isidoro provocam bagunça
na casa. Isidoro, na ausência de algo mais digno, se
diverte com a situação, da mesma maneira como perturba
o flerte do secretário com a empregada enquanto mantém
algumas "amiguinhas" como consolo. Maria se
mostra enciumada, Isidoro nega compromissos
extra-conjugais, Maria renega essa nova vida de ricaço.
Em seu carro, Isidoro apanha Marlene, uma
"amiguinha", para um passeio. Um fotógrafo
bate um retrato comprometedor na entrada de uma
sofisticada "boutique" na qual a
"amiguinha" de Isidoro acompanha um desfile de
modas particular. Isidoro fica vesgo com as belas
manequins.Uma delas termina por brigar
com a "amiguinha" enciumada de Isidoro que
novamente é fotografado em pose comprometedora. Os
jornais noticiam a confusão. Maria deixa um bilhete de
despedida, levando a filha e o cachorro. Aflito, Isidoro
retorna à vila de origem onde a filha se recusa a voltar
com ele e as vizinhas defendem a esposa. Procura a
"amiguinha" que, irritada e acompanhada de um
outro amante, expulsa Isidoro de seu apartamento. De
volta à mansão, encontra aos prantos Xantipa, a esposa
de seu secretário, pois este fugira com a empregada
coquete. Tentando entrar pela janela, Isidoro enfrenta a
vigilância de seus dois robôs, agora ameaçadores, e se
sente um novo rei Midas ao descobrir que tudo que o
rodeia se transforma em dinheiro. Sufocado, acorda em seu
quarto humilde, abraça Maria e recupera-se do terrível
pesadelo do qual fora vítima. (275 m)
volta
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